Gestel - Conclusões


A motivação deste trabalho foi exclusivamente por  interesse profissional, em nenhum momento o encaramos com visão desta ou daquela facção política.

O TSE mostrou um arrojo poucas vezes visto na área  governamental, enfrentando as críticas e os pessimistas de plantão, e implantando um sistema inédito no mundo.

As vantagens ao TSE com o uso do voto eletrônico são incontáveis, por informações de analistas políticos concluí que este projeto acabou com possibilidade de diversas fraudes existentes no "escrutínio" do passado.

Muito se discutiu, e creio irá se discutir ainda,  sobre os riscos de fraude eletrônica no uso das urnas, é possível se fraudar a urna ? Sim é possível, já que é um computador no qual um programa executa tarefas pré-definidas; Se este programa for alterado ele executará aquilo para que foi re-programado.Contudo as rotinas de segurança que todo o processo possui torna isto praticamente  impossível na prática. 

Há alguns riscos, e eles poderão ocorrer sem que o TSE tenha qualquer envolvimento, um ato de sabotagem interna talvez seja o maior deles.

Procurei mostrar com estes dados que a "Novidade" interferiu no resultado de algumas eleições, a sequência de votação, ilógica , pois não segue a hierarquia dos cargos nem ascendente nem descendente, junto com o voto de legenda, acabou criando o problema; É um problema sério, deve ser resolvido pois altera o resultado.

Concluindo, creio que o processo deveria ter o foco na  informatização da "Apuração" e não do "Voto" , poderíamos ter feito uma máquina para LER o voto e não uma máquina para se FAZER o voto.A leitura de um voto em papel , feito de próprio punho , e que quando colocado na urna já seria "Lido" eletrônicamente, e guardado em um recipiente lacrado; Isto resolveria todos os problemas que  vi  elencados  em intermináveis discussões.

-Teríamos o principal, possibilidade de recontagem.

-Não teríamos que gastar tanto para instruir o eleitor a cada eleição, pois a cédula seria como um volante de loteria ( mega-sena, quina, etc...) qualquer brasileiro sabe jogar na mega-sena.

-A leitora (URNA ELETRÔNICA) só aceitaria a cédula oficial distribuida pelo mesário, com marcações específicas daquela eleição.

- O programa de leitura e totalização poderia ser completamente aberto a qualquer pessoa, pois os votos estariam a disposição para qualquer conferência manual.

- A leitora de votos (URNA ELETRÔNICA) seria um dispositivo que poderia ser ligado a qualquer micro computador.

Sei que é fácil criticar aquilo que já está pronto, não é este meu propósito, cumprimento o TSE pela evolução implantada , porém devemos aperfeiçoá-la sempre, pois a democracia só existe se o voto puder ser dado, e deveremos cuidar muito bem deste processo, para que a intenção do eleitor seja realmente captada pelas urnas.

Julho/2001  Curitiba - Pr

Luiz Carlos Carmona

lcarmona@brturbo.com